Os municípios do Alto Tietê ainda têm vacinas contra o vírus H1N1 disponíveis nos estoques, mas as doses serão autorizadas apenas às pessoas que estão dentro do grupo considerado de risco. Este ano, mais de 40 casos da doença já foram confirmados na região, dos quais 13 foram fatais, incluindo àqueles que não estão no grupo considerado prioritário pela campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Até o momento, 320,8 mil pessoas foram imunizadas.
O município que registrou o maior número de mortes por conta da gripe A foi Mogi das Cruzes, com nove óbitos até o momento. O último foi confirmado esta semana, que é o caso do fotógrafo Antônio Wuo, de 65 anos, que ficou internado no Hospital de Clínicas Luzia de Pinho Melo. Porém, nem todas as pessoas que morreram estão no grupo de risco. Duas mulheres, uma de 45 anos e outra de 54 também não resistiram ao vírus.
O município mogiano ainda pode ter mais confirmações, já que há 98 casos suspeitos da doença, sendo oito óbitos.
Entre as três vítimas fatais do H1N1 em Itaquaquecetuba, está uma criança de 12 anos que estava internada no Hospital Santa Marcelina. O município recebeu 83 mil doses da vacina e imunizou 67 mil pessoas, segundo dados divulgados pela prefeitura. A cidade tem 54 casos suspeitos da doença, que estão sob análise no Instituto Adolf Lutz. A Vigilância Epidemiológica também alertou para a importância da segunda dose nas crianças com até 5 anos, que corresponde a 3.632 pequenos.
Em Poá, 28,3 mil pessoas foram vacinadas, das quais 21,5 mil são do grupo prioritário, correspondente à 108,3% da cobertura; 5,6 mil são pessoas com comorbidades (com duas ou mais doenças relacionadas) e 1,2 mil são crianças, que já tomaram a segunda dose. O município, inclusive, já registrou uma morte por conta da doença, em abril. A vítima era uma mulher, que morreu em um hospital particular de São Paulo.
Um homem também morreu em Arujá, no mês passado, com suspeita de H1N1. A vítima é do Estado do Espírito Santo e estava passando pela cidade, na rodovia Presidente Dutra, quando passou mal e não resistiu. O município já imunizou 16,5 mil pessoas e tem nove ocorrências sob análise.
No grupo considerado de risco pelo Ministério da Saúde estão inclusos os idosos, puérperas, crianças de até 5 anos, indígenas e profissionais da saúde.
Em Ferraz de Vasconcelos, há vacinas apenas para a segunda dose das crianças. O município já imunizou 32,9 mil pessoas. Ainda não há casos confirmados da doença, mas o município tem 32 em análise.
Duas pessoas também foram infectadas em Biritiba Mirim, mas o município não informou se houve óbitos. Suzano também não informou se houve óbitos na cidade causados pelo vírus H1N1.