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O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), para dar andamento ao processo de impeachment, repercutiu em todo o País e dividiu a opinião da população no Alto Tietê.
Como o vice-presidente Michel Temer (PMDB) vai substituí-la, interinamente, durante 180 dias, alguns eleitores ficaram apreensivos, enquanto outros ficaram mais otimistas em relação à economia.
O processo segue, agora, para a Comissão Especial de Impeachment, para a etapa de produção de provas, quando Dilma também terá que apresentar sua defesa, em um prazo de 20 dias.
Depois, a comissão apresentará o parecer para nova análise no Senado.
Somente após esse estágio é que o processo segue para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o aposentado Vicente da Silva, de 70 anos, o impeachment da presidente deveria ter ocorrido há tempos. "Já deviam ter tirado ela do Poder. Mas, por outro lado, também não acredito que o Temer conseguirá mudar a economia do País".
Enxugar os ministérios, como ele já começou a fazer, é a melhor solução para trazer mudanças ao País, segundo a opinião da estudante Gabriely Oliveira, 19.
"Eu adorei que o Michel Temer tenha assumido. Espero que, nos próximos seis meses, a situação melhore".
"Estou neutro com relação ao que está acontecendo. Acredito que as coisas vão mudar, mas não será porque o Temer está assumindo. Espero que o poder de compra dos brasileiros melhore", observou o terapeuta Dério Alves Campos, 63.
Em contrapartida, o aposentado Olavo Rodrigues, 64, não acredita em mudanças com Michel Temer no comando do Brasil.
"Não há muitas expectativas. O Temer terá seis meses. E também a economia do País não mudou, ela tem altos e baixos, como sempre ocorreu. O que mudaria a situação seria uma reforma política, com pessoas jovens e mentalmente saudáveis no Poder".
Já para o sapateiro Ubaldo Cardoso, 73, a situação econômica do País ficará pior.
"Se com a Dilma estava ruim, agora vai piorar", disse. "Gosto dela e acredito que esse processo foi uma grande armação para tirá-la do poder".
Os simpatizantes de Dilma criticaram a decisão do Senado.
"Antes do PT, o País estava pior. O pobre não tinha condições de comprar a casa própria e nem de ter um carro. Ela foi uma boa presidente", avaliou a costureira Ivonete Maria de Oliveira, 59.
Ela complementou: "Não acredito que o Temer fará muitas mudanças. A única coisa que a oposição sabe fazer é culpar a Dilma por tudo de errado que acontece".
O aposentado Dorival Stelilmel, 68, não acredita em grandes transformações. "É ladrão julgando ladrão. Simplesmente trocaram seis por meia dúzia", criticou.
"O que aconteceu é que usaram a crise gerada pela própria política para tirar proveito da população", concluiu ele.