A força e a velocidade dos ventos durante o temporal de anteontem resultaram em mais 40 ocorrências de quedas de árvores e muros na região. Desta vez, Suzano foi o município mais afetado, com uma vítima fatal. 
Em Mogi das Cruzes, alguns bairros ficaram sem energia. O temporal foi suficiente para derrubar fios de alta tensão e deixar vários bairros sem luz nas duas cidades.
A rodovia Henrique Eroles (SP-66), entre Mogi e Suzano, ficou completamente no escuro e os semáforos também pararam de funcionar. E ainda foi preciso disputar espaço com as árvores caídas nos dois sentidos.
A situação mais grave ocorreu em Suzano, onde morreu um homem, identificado como Luiz Rosa da Silva, de 56 anos. Ele tinha ido levar a esposa a uma clínica médica na rua Dr. Felício de Camargo, no centro, quando começou a chover forte e o muro da antiga fábrica Peles Polo Norte desabou sobre o veículo em que eles estavam. Outros 11 veículos também foram atingidos, mas ninguém mais se feriu.
Quem chegava em Suzano pela rua Dr. Prudente de Moraes, na Vila Amorim, também se deparava com um cenário de caos. Além do muro do Hospital das Clínicas, um outdoor e algumas árvores também tombaram e parte da via precisou ser interditada. A Defesa Civil foi acionada e auxiliou na desobstrução da via e a retirada dos escombros.
Segundo balanço da Prefeitura de Suzano, a Vila Amorim foi o bairro mais atingido por quedas de árvores. Em toda a cidade foram 40 ocorrências. O principal fator dos estragos foi a ventania. A chuva atingiu 26 milímetros no centro, 29 em Palmeiras e 3 no Rio Abaixo. A cidade não teve registros de desabrigados ou desalojados.
Mogi recebeu um volume de 11 milímetros de chuvas nas últimas 24 horas, segundo informações da Secretaria de Segurança, que destacou o fato de a intensidade ter sido grande num período de pouco menos de meia-hora, que foi acompanhado de uma forte ventania.
Embora o município também tenha registrado ocorrências, a Defesa Civil local não constatou casos graves. Chamaram atenção as quedas de árvores na região central, como na praça João Antonio Batalha, e da cobertura metálica de uma oficina mecânica sobre uma transportadora, em Jundiapeba.