Está chegando o momento da transição definitiva da operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O período assistido da equipe da Trivia, concessionária que será responsável pelas linhas, com a supervisão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), se encerra na próxima semana. A partir da próxima terça-feira, dia 21 de julho, dentro do que já estava previsto, a administração, operação e manutenção das linhas caberá a empresa, que venceu o leilão realizado em março do ano passado. Esse é um dos destaques da edição digital desta terça-feira (14). 

A expectativa é positiva para o início efetivo da concessão, com investimentos bilionários previstos, incluindo reformas e a construção de novas estações, que já vinham sido solicitadas há anos, como a de Cezar de Souza, em Mogi das Cruzes. Claro que as obras virão, e haverá um período que deve ser turbulento até que os resultados sejam alcançados, provavelmente apenas em longo prazo. 

Na cidade de São Paulo, já temos linhas operadas por concessionárias, tanto de trens antes sob responsabilidade da CPTM, como no Metrô, e infelizmente os problemas e falhas ainda se repetem como na época da administração estadual. O merecido conforto e segurança no trajeto dos passageiros ainda não foi totalmente resolvido, mas a expectativa é que seja em um futuro próximo. 

Na região, não há como negar, que o transporte sobre trilhos evoluiu muito nos últimos anos, com a chegada de novos trens e do Expresso Leste, que reduziu o tempo da viagem e proporcionou, embora ainda distante do ideal, um certo conforto aos passageiros. Como sempre destacamos neste espaço ainda há muito a evoluir, neste caso, para reduzir por exemplo a superlotação comum nos horários de pico, nas primeiras horas do início da operação e no começo da noite, e hoje também com trens cheios em diferentes períodos do dia. 

A equipe da Trivia, que vem fazendo um intenso treinamento, tem um longo trabalho pela frente para atender às expectativas de uma população que convive há muito tempo com um transporte que, embora seja o meio mais rápido e barato para acessar à capital, é bastante desafiador para os passageiros.