O mercado de trabalho mudou: profissionais buscam empresas que compartilhem de seus valores. É aí que o “S” do ESG deixa de ser discurso e vira cultura organizacional. Mas como engajar colaboradores em causas sociais sem parecer obrigação? A resposta está na gamificação.

Um exemplo vibrante é a Gincana da Copa, promovida pela Soulcial, que transforma a solidariedade em uma competição saudável. Faltando 4 semanas para o fim, a mobilização impressiona: são mais de 738.552 cupons fiscais doados, de 17.017 lojas em 218 cidades. Com 2.402 participantes ativos, a iniciativa projeta injetar mais de R$ 700 mil no Terceiro Setor.

O “gás extra” vem dos palpites da Copa: só palpita quem doa cupons, e quem acerta o placar ganha cashback extra e pontos na gincana. Essa dinâmica une departamentos, quebra silos e gera orgulho de pertencer. O funcionário não apenas digita notas; ele joga pelo time e transforma vidas.

Adotar essa solução vai além da filantropia; é estratégia de gestão e retenção de talentos. A gincana faz setores colaborarem por uma causa comum, fortalecendo a marca empregadora (Employer Branding) e reduzindo a rotatividade (turnover). Além disso, resolve um grande desafio corporativo: a mensuração de métricas ESG. Diferente de campanhas passivas (como caixas de arrecadação), a tecnologia entrega dados em tempo real sobre o engajamento e o impacto real gerado.

Com isso, a empresa consolida seu pilar “Social” com total transparência, provando ao mercado que investir na comunidade também traz inovação e valorização ao negócio. Afinal, a sua equipe está apenas batendo ponto ou vestindo a camisa de um propósito real? O jogo social está acontecendo, e o maior prêmio é o legado deixado.


Juliana Bertin é cofundadora Soulcial, gerontóloga com mestrado em engenharia urbana pela UFSCar e multiplicadora do Sistema B. Está envolvida em diversos trabalhos sociais, como voluntária e idealizadora. Redes sociais: @somossoulcial @jubertin1