O MEC Livros alcançou 566 mil pessoas cadastradas e 263 mil obras literárias alugadas por usuários com conta Gov.br na última semana. A biblioteca online do Governo Federal, lançada no início do mês pelo Ministério da Educação (MEC), oferece cerca de oito mil livros gratuitos em formato digital, entre eles, o meu livro Favela no divã. O objetivo principal da plataforma é democratizar o acesso à leitura e ao conhecimento no Brasil, fortalecer a formação de leitores, ampliar o acesso ao patrimônio literário e apoiar estudantes e professores com materiais, incluindo clássicos e títulos didáticos.

Para quem ama leitura, ler é como devorar e consumir um conteúdo. São diversos “sabores” em gêneros e histórias que, para quem vive essa experiência, certamente chegam à sensação de saciedade. E sabe quando, na “próxima refeição”, você quer ler algo diferente ou comer um tipo de comida específica? Eu, particularmente, vou para uma obra literária mais leve e, na alimentação, sempre que possível, escolho um lanche do McDonald’s, pensando no famoso slogan publicitário “Amo muito tudo isso”. Essa frase, lançada no Brasil em 2003, foi criada para associar a marca a sentimentos de alegria, prazer, experiências memoráveis e persistência, ajudando a revitalizar a imagem da empresa.

E esse contexto de despertar interesse para a “vontade de comer livros” é encontrado nesse movimento de incentivo à leitura do governo brasileiro. Acesso gratuito, geração digital, movimentação nas redes sociais, divulgação em massa e reforço nos espaços escolares e sociais são, em geral, ações que procuram alimentar o intelecto da população, que apresenta, segundo dados estatísticos, a diminuição do interesse pela leitura.

A iniciativas do MEC Livros de “fome do saber”, funciona como um convite acessível e necessário ao oferecer uma experiência de letramento digital, ampliar o horizonte de conhecimento e transformar a leitura em um hábito prazeroso e contínuo, que satisfaz ou nutre. 


Marcelo Barbosa é jornalista, pedagogo e psicanalista. Autor da trilogia “Favela no divã” e “A vida de cão do Requis”.