Sempre é oportuno falar sobre Mulheres na Liderança, notadamente em março, em que se comemora o Dia da Mulher, data tão representativa da evolução do papel dela em nossa sociedade. 

A mulher foi evoluindo, conforme a própria sociedade, no sentido de acolher a força de trabalho feminina; ela se fez mais presente nas organizações, tanto públicas quanto privadas.  

Mas não foi um caminho fácil. Elas enfrentaram resistências, preconceito, medo, expectativas, ambientes hostis e, principalmente, a necessidade de se dividir em diversos papéis sociais e dar conta de todos em algum grau de perfeição. Quantas mulheres perderam sua posição de liderança, duramente alcançada, por causa de uma licença maternidade? 

Mulheres, por vezes, acreditam que têm que desenvolver comportamentos masculinos para liderar quando, ao contrário, sua força está em ser feminina. Elas, por vezes, precisam da afirmação do outro para ter certeza de que chegaram lá quando, na maioria das vezes, basta ter um espelho sincero.  

Elas acreditam que têm que trabalhar o dobro para chegar em um papel de liderança quando, basta se encontrar no papel de líder e compreender a sua natureza. Mulheres, frequentemente, não acreditam em outras mulheres e perdem grandes oportunidades de se fortalecerem quando bastaria compartilhar e receber de outras. 

Quando elas exercitam a fé em si mesmas, têm alcançado postos de liderança muito representativos e viram referência e inspiração. Quando uma mulher vê outra em posições para as quais ela se sente capaz, começa a observar e compreender o que tem que fazer e, principalmente, como fazer para chegar lá. E, quanto mais mulheres na liderança, mais elas se sentem capazes, inspiradas, encorajadas e confiantes. 

Esse papel de ser fonte de inspiração tem uma força transformadora muito valiosa para nossa sociedade e precisa ser incentivado, valorizado e reconhecido, com mais mulheres recebendo espaço de fala em todos os canais de comunicação possíveis para trazer essa força feminina, tão transformadora, acolhedora e inclusiva. 


 Gilvanda Figueirôa é gerente regional do Sebrae-SP