Embora com números ainda bem abaixo dos registrados nos últimos anos, o Estado de São Paulo ainda se destaca na criação de vagas formais do trabalho, sendo responsável por grande parte das oportunidades que surgem no país. Um levantamento, divulgado pelo governo do Estado, feito pela Fundação Seade com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, aponta as 100 cidades campeãs do emprego nos últimos 12 meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026) e em janeiro. Na primeira lista, estão Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Arujá, já levando em conta apenas o primeiro mês do ano, Mogi fica fora do ranking.
Os dados do Caged são divulgados mensalmente, sempre referente ao mês anterior, e de acordo com levantamento feito pela reportagem, em janeiro, o balanço regional foi de perda de vagas, com saldo negativo de aproximadamente 2 mil vagas. São números preocupantes, já que até então apesar dos números baixos, ainda assim os resultados eram positivos no Alto Tietê. Janeiro, porém, é considerado um mês de baixa atividade, com muitas pessoas ainda aproveitando as férias e parece que vivemos uma espécie de “limbo” entre as festas de fim de ano e o carnaval, que marca realmente o início do ano.
Os números das cidades de maior destaque na região em 12 meses, se somados não chegam a 3 mil novas vagas criadas nas três cidades – Itaquá, Mogi e Arujá. Já levando em conta janeiro, o resultado de Arujá, que ficou na 35ª colocação do Estado foi de 260 novas vagas, e Itaquá, em 63º, gerou 164 oportunidades. São resultados muito aquém da grande demanda de pessoas buscando uma recolocação ou o primeiro emprego.
E aproveitando o ensejo do Mês da Mulher, é preciso que mais oportunidades sejam direcionadas para elas, muitas vezes mães solos e chefes de suas famílias, e nem sempre com um emprego lhe garanta um salário digno e benefícios para uma melhor qualidade de vida. Claro que há muitas incertezas pelo mundo afora que trazem instabilidade para a economia, mas é preciso juntar esforços para estimular novos investimentos e consequentemente a abertura de mais vagas.