Reformar é colocar o pensamento do homem na medida da vontade de Deus. Lideres cristãos se destacaram na Idade Média, eles tinham a tesoura da censura divina e conseguiram eliminar os excessos humanistas da Igreja. Ela escravizava o povo pelo poder tirano do clero que usava estranhos ritos e dogmas à revelia da doutrina revelada. O cristianismo da Idade Média contaminado por erros, abusos e desmandos herdados da Idade Medieval estava tão desmoralizado que Deus resolveu romper os grilhões que aprisionavam a Sua Palavra nos mosteiros.
A prensa de Gutenberg foi o meio providencial de panfletar a Verdade, distribuída a mãos cheias para saciar o povo faminto da Palavra de Deus.
O Senhor dos Exércitos disse a Zacarias: "Não pela espada nem pelo poder, mas pelo meu Espírito". Roma usou a espada para destruir os cristãos; os profetas usaram a caneta para espalhar a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito, que transforma o homem velho em nova criatura. John Knox (1514-1572), O Reformador da Escócia, padre desde 1536 lutou pela reforma da Igreja, foi preso pelo exercito francês, que invadiu o seu país, e foi com crueldade condenado às galés como remador por 19 meses.
Alcançou a liberdade na troca política de prisioneiros. Teve que fugir para Genebra, na Suíça, quando da ascensão de Maria Tudor ao trono da Inglaterra (1547-1558), filha de Catarina de Aragão que foi casada com Henrique VIII, fundador da Igreja Anglicana como revanche ao papa que não aceitou o seu pedido de divórcio, sendo excomungado.
Em Genebra tornou-se aluno de Calvino. Em Dezembro de 1557, os nobres escoceses fizeram um pacto de usar suas vidas e bens para estabelecer a Palavra de Deus na Escócia. Nessa conjuntura, já separado da Igreja Católica, John Knox volta à Escócia para implantar o calvinismo e fundar a igreja presbiteriana escocesa. Sua histórica e perseverante oração foi atendida: "Senhor, dá-me a Escócia senão eu morro". Em 31 de outubro comemoramos os 504 anos da Fé Reformada.
Mauro Jordão é médico