A queda da letalidade pela Covid-19 vai, naturalmente, trazendo novos ares e esperança de retomada em todos os setores. Algumas experiência forçadas vividas durante a pandemia, contudo, apresentaram novos caminhos, ou seja, lições a serem aprendidas e mudanças necessárias para melhoria no rendimento. É verdade que as escolas fechadas geram impactos negativos que podem comprometer uma geração, principalmente se tratando da realidade de muitos brasileiros, que sequer têm acesso estável à internet.
Dentre os prejuízos estão a perda de aprendizagem, progresso do conhecimento e qualificação para o trabalho, aumento do abandono escolar e implicações emocionais. O retorno presencial das aulas divide opiniões, mas fato é que a letalidade em algumas cidades do Alto Tietê se apresenta em queda constante. Saúde e Educação são temas e Pastas da maior importância para o país e devem caminhar juntas. Em um momento delicado de pandemia, o choque entre essas duas lideranças mostra despreparo e sinaliza falta de foco nas prioridades.
Com a disseminação incontrolável do vírus, como vinha - e vem - ocorrendo, o fechamento das unidades de ensino foi uma das diversas alternativas para barrar a Covid-19. Ou seja, foi preciso preservar a saúde, mesmo que retardando o aprendizado. Sem dúvida é um preço alto, mas já sabemos, há tempos, que a pandemia irá deixar marcas profundas. E esta é uma delas. Pelo menos, a medida de fechar escolas teve um objetivo inegavelmente nobre: preservar a vida e aliviar as internações nos hospitais. Agora, no entanto, é momento de envolver outras lideranças políticas e unir Educação e tecnologia, para que os alunos, além de um melhor rendimento nas aulas presencias, possam também usufruir das vantagens dos aplicativos de internet voltados para o aprendizado. Afinal, o mínimo que se pode fazer agora, em respeito a todos que perderam entes queridos para a Covid-19, é tirar lições preciosas desse período obscuro.