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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), esteve ontem na cidade de Araguari, em Minas Gerais, onde visitou o Batalhão Ferroviário da cidade na companhia do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e causou aglomeração durante o passeio, considerado "compromisso privado". A ida do presidente não constava de sua agenda oficial.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, também participou da visita, segundo a assessoria do Planalto.
A viagem ocorreu simultaneamente ao anúncio do governo sobre um acordo de cooperação para produção em território nacional de vacina de prevenção à Covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a AstraZeneca (leia ao lado). O Brasil já registra mais de 57 mil mortes decorrentes da doença causada pelo novo coronavírus.
Em um dos vídeos da visita à cidade mineira postados nas redes sociais, Bolsonaro aparece ignorando recomendações de proteção e isolamento social contra a Covid-19 e cumprimentando soldados do Exército após apresentação do Hino Nacional.
Ele não utilizou máscara ao cumprimentar os soldados nem quando pousou para tirar fotos com apoiadores que o esperavam no local
Quando chegou ao município, por volta das 11 horas de ontem, Bolsonaro provocou uma primeira aglomeração. Ao pousar na base da Polícia Rodoviária Federal, ele tirou a máscara para cumprimentar de longe apoiadores que o aguardavam na rodovia. O presidente segurou o equipamento de segurança e chegou a passar a mão no rosto.
Nesta semana, um juiz do Distrito Federal determinou que o presidente deve ser obrigado a usar máscara em espaços públicos da capital.
A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão. O uso do equipamento de proteção também é obrigatório em todo o Estado de Minas Gerais desde abril. (E.C.)
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