Epicentro do coronavírus no país, o Estado de São Paulo ultrapassou os 4 mil mortos pela doença. De acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria Estadual da Saúde, já são 4.118 mortos, 169 novos registrados em 24 horas. O número de pessoas infectadas é de 51.097. Em entrevista coletiva, o governador João Doria (PSDB) não afastou a possibilidade de lockdown. "Não está descartado o lockdown na capital ou em outras cidades do Estado de São Paulo. Neste momento, não há essa expectativa, mas é uma alternativa que pode ser aplicada se for recomendada pelo setor da Saúde. Quem decide é o comitê de saúde e tem apenas a homologação do governador. Esperamos não ter circunstância de colapso, mas a administração de uma pandemia é algo novo e inédito em todos os lugares do mundo", afirmou.
A taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo é de 87,2%. No Estado, é de 68,3%. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 3.702 pacientes estão internados em UTI e 5.950 em enfermarias.
Outro dado que preocupa as autoridades é a taxa de isolamento social, que continua abaixo de 50%. Na terça-feira, o índice registrado no Estado foi de 47%. Com uma taxa inferior a 55%, o governo já admitiu que terá problemas para atender todos os pacientes. A meta é de 60% e o ideal seria ter um índice de 70%.
No segundo dia de vigência do novo rodízio de veículos na capital, a taxa de isolamento social na cidade de São Paulo já voltou aos níveis da semana passada. Na cidade, o índice foi de 48,4% na terça, mesmo índice da terça passada.
"Nosso entendimento é que tudo deve ser avaliado permanentemente", disse Doria, ao comentar o baixo índice diante do rodízio. Ele afirmou defender "mudanças, se necessário forem" para as medidas, e afirmou que o prefeito Bruno Covas (PSDB) já disse que "não tem compromisso com o erro". "Nossa relação de confiança segue mantida, intacta", concluiu.