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O Brasil registrou 396 mortes decorrentes do coronavírus nas últimas 24 horas, segundo atualização feita ontem pelo Ministério da Saúde. Com isso, o total oficial de vítimas da Covid-19 no país subiu de 11.123 para 11.519. O número de casos confirmados da doença saltou de 162.699 para 168.331, com 5.632 novos registros.
São Paulo é o Estado que apresenta os maiores números, com 3.743 óbitos decorrentes da doença e 46.131 casos confirmados. Em segundo lugar, o Rio de Janeiro já contabiliza 1.770 óbitos e 17.939 casos confirmados. Em seguida, vêm Ceará (1.189 óbitos, 17.599 casos confirmados), Pernambuco (1.087 óbitos, 13.768 casos confirmados) e Amazonas (1.035 óbitos, 12.919 casos confirmados).
O governo ressalta que o número de mortes registradas nas últimas 24 horas não indica efetivamente quantas pessoas faleceram de um dia para o outro, mas sim o número de óbitos que tiveram o diagnóstico de coronavírus confirmado nesse intervalo. Mesmo assim, este número vem crescendo.
Apenas nos últimos sete dias, incluindo novos registros de segunda-feira passada até o último domingo, foram 4.098 óbitos por Covid-19 no país. Especialistas apontam ainda que o número real de infectados e mortos pela doença deve ser maior que o indicado pelas estatísticas oficiais, uma vez que nem todos os casos chegam a ser testados.
Além disso, no Brasil, a epidemia tem assumido um perfil diferente do que outros lugares apresentaram. Conforme mostrou reportagem do Estado, pelo menos 45% das pessoas internadas no país por causa do coronavírus têm entre 20 e 59 anos.
Ontem, os conselhos de saúde que representam Estados e municípios rejeitaram a nova diretriz do Ministério da Saúde sobre o distanciamento social, principal promessa de Nelson Teich ao assumir a Pasta para rever a estratégia de combate a Covid-19.
A proposta de Teich levanta uma série de dados, como capacidade de atendimento, ocupação de leitos e número de casos e óbitos. Cada item teria uma pontuação. Somados, mostrariam em que situação está cada local e qual intervenção específica é sugerida.
A medida, no entanto, gerou temor de que as diretrizes virassem arma para discurso contrário ao isolamento. Além de considerarem inoportuna a discussão, os secretários também afirmam que seria inviável levantar os dados especificados, que mudam diariamente.
Teich se mostrou surpreso com a rejeição e disse que, no fim de semana, tratou do assunto com representantes dos conselhos e que houve consenso de que as medidas seriam anunciadas para balizar e orientar cada gestor local a tomar suas medidas.
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