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Autoridades, organizações religiosas, instituições de direitos humanos e famosos lamentaram ontem a morte do rabino Henry Sobel, de 75 anos.
Ele se destacou como uma das principais lideranças religiosas críticas à ditadura militar, especialmente na década de 70, quando defendeu que Vladimir Herzog fosse enterrado fora da ala dos suicidas, contrariando a versão oficial sobre a morte do jornalista.
Filho do jornalista, Ivo Herzog, divulgou nota em que chama o rabino de um dos "grandes heróis" nacionais. "Foi a 1ª pessoa, representando uma instituição, que denunciou o assassinato do meu pai, poucas horas depois do ocorrido. Junto com D. Paulo Evaristo Arns e James Wright, corajosamente, promoveu e esteve presente no ato ecumênico em memória de meu pai."
Davi Alcolumbre (DEM), presidente do Senado, chamou Sobel de "um notável porta-voz de nossa comunidade judaica no Brasil" , que "estabeleceu uma ponte entre as religiões cristãs e o judaísmo". "Nós, judeus, perdemos um grande líder espiritual. Seremos eternamente gratos à dedicação dele à nossa comunidade."
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), descreveu o líder religioso como "um grande defensor dos direitos humanos". "À família, amigos e comunidade judaica, meus profundos sentimentos de pesar", publicou nas redes .
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