A greve dos servidores de Poá, em especial dos trabalhadores da área da Educação, já passa de duas semanas. Durante este período, alunos ficaram sem aula, pais estão tendo que se organizar para cuidar de seus filhos que não estão na escola e professores e funcionários se desgastam tentando conseguir melhores condições de trabalho e, principalmente, a atenção e o respeito da Prefeitura de Poá.
A valorização dos servidores públicos é um ponto crucial para que as cidades avancem, já que são eles os responsáveis por fazer os serviços acontecerem de fato. Poá não é o único município que já enfrentou o descontentamento dos seus servidores. Em Suzano, o ex-prefeito Marcelo Candido (PDT) e o atual Rodrigo Ashiushi (PR) já tiveram que se desdobrar para conseguir encerrar greves realizados pelo funcionalismo em 2010 e 2017, respectivamente. Em Itaquaquecetuba, o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB) também precisou contornar uma paralisação dos professores.
Nas três cidades, após muita negociação e prejuízo para a população, que ficou sem diversos serviços, alguns benefícios foram conquistados com muito sacrifício para a categoria.
Enquanto isso, em Mogi das Cruzes, a administração municipal criou em 2017 o "Prêmio Prata da Casa", que tem como objetivo valorizar os servidores públicos municipais, premiando aqueles que apresentarem ideias e resultados inovadores. As propostas vencedoras foram colocadas em prática, trazendo benefícios aos funcionários e, consequentemente, melhorias na prestação de serviços para toda a população. Além do reconhecimento, o funcionário também recebe um incentivo financeiro.
É visível o tratamento diferenciado dado pela Prefeitura de Mogi aos seus servidores e talvez seja essa a receita para que as demais cidades consigam aproximar o funcionalismo do Poder Público. Vale lembrar que esses dois grupos devem estar unidos, caso contrário, são os próprios gestores municipais que terão o prejuízo maior, que será o desgaste de sua imagem diante dos trabalhadores e da população em geral.