O termômetro que mede o ânimo do povo brasileiro tem oscilado de forma aleatória nos últimos anos. Como as pessoas tendem a mudar de estado de espírito à medida que os obstáculos são colocados à sua frente, não é possível formular nenhuma análise lógica embasada em conceitos científicos e comprovados na prática. O que se pode concluir é pela simplicidade da contraposição de dias ruins e outros nem tanto.
Mas alguns números recentes da economia nacional podem ser elencados para, ao menos, partilhar da satisfação momentânea das pessoas. Senão, vejamos: a avaliação dos órgãos dirigentes do ramo comercial, como o Serasa Experian, em nível nacional, e a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi (Sincomércio), entidades locais, apontam para um crescimento do setor em torno de 4% no volume de vendas em relação ao ano passado, tomando por base duas datas importantes para o comércio: o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.
O superávit aparentemente é tímido, mas em tempos bicudos como os atuais, pode ser comemorado. Mesmo com todo o batido discurso da crise que insiste em não acabar, a população está consumindo mais e, pela lógica, vivendo melhor. Isso é bom sinal, pois comprova que se a economia como um todo não está evoluindo, ao menos saiu do estado letárgico. A estratégia de explorar datas comemorativas, além de intensificar promoções atraentes, tem funcionado satisfatoriamente. As empresas, empurradas pela crise, apuram o seu senso criativo.
Também podemos agregar a esse movimento um outro dado interessante. O Programa Emprega Mogi registrou a criação de 1,2 mil novos postos de trabalho na cidade apenas nos primeiros cinco meses do ano. Mais uma vez, o volume, se analisado isoladamente, não parece tão animador. Mas é positivo, não há dúvida. Os empregos estão surgindo lentamente e contribuem para a elevação do moral das pessoas. Somente o Atacadão inaugurado ontem na cidade absorveu 254 novos funcionários. A economia, depois de um longo inverno, começa a aquecer.