O assunto da vez é a rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) e não poderia ser diferente. Em um curto espaço de tempo, a via já foi palco de quatro grandes deslizamentos, todos ocorridos neste ano e, por absoluta sorte, ninguém foi atingindo pela movimentação de terra do local. Nesta semana, os prefeitos de Mogi das Cruzes e Bertioga foram até um dos pontos dos deslizamentos, na companhia funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), e de vereadores e deputados estaduais da região, para verem como está a situação.
Em casos extremos como esse deve ser pensado o completo fechamento da via, pelo menos entre os quilômetros 80 e 89, local onde ocorreram os deslizamentos. Temos noção que, caso isso possa ocorrer de vez, muitas pessoas serão afetadas, principalmente aquelas que moram em Bertioga e nas cidades do Litoral Norte, pelo menos até São Sebastião.
Alunos das universidades de Mogi, que moram no litoral, talvez seriam os mais afetados com essa medida. Se a via fosse fechada, o caminho mais indicado, talvez, seria a rodovia dos Tamoios (SP-99), ou até mesmo o sistema Anchieta-Imigrantes, já no Litoral Sul. Nesse caso os motoristas teriam que dar voltas épicas para chegar ao destino, mas a princípio parece não haver outro jeito.
É preferível rodar quilômetros a mais pela Baixada Santista, ou pela rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-70) para acessar essas cidades do que arriscar vidas em um local que mais parece sofrer de um grave problema de terreno do que apenas alguns deslizamentos pontuais. Isso pode ser notado, também, porque acabou o período das grandes chuvas, no entanto a SP-98 continua tendo movimentações de terra, ou seja, não dá para confiar.
Estudos deverão ser feitos para que possa ser descoberto que tipo de formação compõem o terreno, pelo menos aquele trecho que compreende os locais onde ocorreram os deslizamentos. O Ministério Público e a Defesa Civil já estão por dentro de tudo o que está ocorrendo e devem engrossar o coro para fechar o trecho. Aguardemos os próximos capítulos.