As "profissões do momento" costumam movimentar rapidamente a população, principalmente quando o cenário é um Brasil que tenta sair de sua pior crise, com o desemprego ainda em alta. Funções como motorista de transporte por aplicativo, como o Uber, e o food truck, são duas entre as melhores opções para quem precisa, de forma descomplicada, tirar uma renda extra ou até a migração para esses cargos. Pelo menos, assim deveria ser. O problema é que, como se trata de "profissões do momento", ainda não estabilizadas no mercado, é preciso arredondar a regulamentação desses setores, para não virar bagunça. O problema é que, as opções que deveriam servir para aliviar o trabalhador brasileiro, acabam sendo nem tão descomplicadas assim. Por isso, espera-se agilidade na regularização dessas profissões, de forma organizada e que atenda bem o funcionário e consumidor.
Em relação ao food truck, a atividade se transformou em fonte de renda para muitas famílias. O modelo de venda de comida de rua começou a inovar a partir da primeira década do século XXI, com a modalidade de comércio em food truck. Eles voltaram à tona com a crise econômica norte-americana, que levou diversos restaurantes a fechar as portas. Sem opção, os chefs vislumbraram na rua a oportunidade de oferecer alta gastronomia a baixo custo. A atividade se massificou de tal forma que hoje já é possível achar food trucks em todos os Estados brasileiros. Uma das principais reclamações do modelo paulista, copiado pelas demais prefeituras, é a pouca mobilidade para o caminhão.
Uma vez que o food truck apenas pode operar em locais pré-determinados, não há muito de itinerante em sua rotina. Mogi das Cruzes, por exemplo, já tem um anteprojeto para a regulamentação da atividade, em proposta apresentada em 2014, mas está parada na Secretaria de Governo. A Prefeitura prometeu regularizar a situação no mês que vem.
Hoje, Mogi tem cerca de 30 food trucks em toda a cidade. É preciso que esse projeto seja bem esmiuçado. Essa é uma das maneiras, entre tantas outras, de minimizar o desemprego.