Esse é o prejuízo da vítima Petrobras em um acordo judicial nos EUA para indenizar investidores americanos que compraram ações e amargaram prejuízos em razão das fraudes perpetradas sob os governos Lula e Dilma. Esse passivo será pago em apenas quatro parcelas, um excelente negócio para os advogados americanos que enriquecerão graças às mazelas, à corrupção e ao roubo da Petrobras.
Como já defendemos em um artigo anterior, não basta encarcerar esse marginais, é preciso expropriar seus bens para cobrir parte desse rombo. Qualquer pena de prisão não irá reparar os prejuízos bilionários desse acordo judicial. Todo o dinheiro recuperado pela Lava Jato não chega nem perto. E sabe por que fizeram esse acordo astronômico? Porque nos EUA um eventual julgamento, que será por júri popular, iria quebrar a Petrobras o que aliás seria um ponto final nesse ninho de ratazanas.
Nos EUA, 99% das ações desse viés são solucionadas através de acordo e não vão a julgamento, porque lá, muito diferente daqui, o martelo do Poder Judiciário pesa e ninguém paga pra ver. No Brasil é vantajoso não cumprir a lei, as consequências, se existirem são tão brandas que o ditado, vale a pena, se aplica de forma literal! Os bilionários continuam bilionários, mesmo que os bilhões sejam oriundos de cofres públicos. Pouco tempo de cadeia, uma pena financeira leve e está tudo certo.
Definitivamente nosso país é o da impunidade, do jeitinho, do acordo e, principalmente, da corrupção. Vejam o exemplo de Marin, julgado em primeiro grau nos EUA que saiu da Corte direto para cadeia, aqui Maluf levou mais de uma década para iniciar o cumprimento de sua pena. Enquanto no Brasil a Petrobras deixa milhões de empregados terceirizados chupando os dedos sem os direitos trabalhistas, terá de pagar os americanos.
E os brasileiros que investiram seu FGTS? Será que receberão alguma coisa? Se a resposta for sim, será tão pouco e daqui a tantos anos que é o mesmo que não. Definitivamente, precisamos olhar para os EUA e copiar seu sistema judicial.