Da milenar atividade da agricultura, a revolução industrial, do final do século XIX ao início do século XX, foi a causa do despovoamento do campo e do crescimento desordenado da cidade. A revolução digital aconteceu no começo de 1990 quando foi desenvolvida a Word Wide Web, seguida pelo Google em 1998.
Há dois bilhões de internautas no mundo (1/3 da população mundial), 200 milhões de páginas na Internet em disponibilidade para escolha do navegador. O acesso à informação tornou-se espetacular, mas também um mundo digital sem hierarquia onde todos mandam e ninguém obedece: consumismo facilitado, vidas vilipendiadas, discriminação embrutecida, difamação sem provas, violência sem limites e imoralidade sem censura.
Aplaude o mal e ridiculariza o bem. Albert Einstein disse: "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer". O mal virou, apenas, noticiário e entretenimento.
O amor ao próximo está sendo substituído pelo medo, tornando-o distante da afeição das nossas mãos. Com essas histórias de assédio, o chefe de um escritório de muitos funcionários pediu que evitassem beijos e abraços, elogios de roupas ou perfumes, piadas sensuais, almoço no restaurante da empresa sem isolar-se a dois dos demais, desviando-se, assim, da "aparência do mal". Que mundo!
Liberdade de expressão é só para a minoria atuante e militante no campo da arte, da política, da religião e da moral que amordaça ou achincalha a opinião da maioria que pensa diferente. Afinal de que lado está havendo a tão decantada discriminação? Não há proibição de se pensar diferente, porém, sem o desejo de padronizar o pensamento dos outros. Sendo semelhantes não somos iguais.
Por que nos afastamos tanto assim uns dos outros? O ódio é o caminho que leva a destruição. Só o amor nos une ao próximo, também, é a ponte espiritual que nos leva ao Pai pela mão do seu Filho, Jesus Cristo.