As famosas "fake news" (notícias falsas) são espalhadas deliberadamente via jornal impresso, televisão, rádio e, principalmente, via redes sociais. O termo se tornou popularmente conhecido após a campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que utilizou da técnica para manchar a imagem de sua concorrente Hillary Clinton. Até então o termo era restrito a profissionais da área de comunicação.
A disseminação de notícias falsas é algo que sempre ocorreu, a diferença é que com a internet isso acabou se tornando uma espécie de mercado. Essas notícias fabricadas são muito encomendadas por partidos políticos em períodos de eleição, ou por sites que buscam gerar muitos cliques com manchetes falsas. A atividade mais conhecida como "clickbait" se baseia na criação de manchetes sensacionalistas ou de imagens chamativas para fazer o internauta clicar no link e gerar renda para o site.
Essas atividades prejudicam a credibilidade da Imprensa, fazendo com o que os leitores não saibam quando uma notícia é verídica ou não. E com o fácil acesso à internet e a popularização das redes sociais, a disseminação de qualquer tipo de informação acaba causando perturbações. Hoje qualquer foto ou vídeo postado nas redes ganha repercussão rapidamente, mas nem sempre se pode comprovar a veracidade da informação.
A falta de apuração da informação causa situações como da conhecida "grávida de Taubaté", que ganhou grande repercussão por dizer estar esperando quadrigêmeas. Após meses foi descoberto que a mulher havia falsificado todos os exames e utilizava uma barriga falsa.
O risco são situações que deixam de ser inusitadas e passam a ser perigosas. Denúncias sem fundamento já motivaram assassinatos e até a mudança na vida de pessoas com medo de represálias depois de falsas acusações.
As fake news e acusações sem provas em redes ou qualquer outra forma de mídia crescem cada vez mais, por esse motivo, temos de apurar se as fontes das informações são seguras antes de compartilhar.