Algumas profissões específicas podem facilitar criminosos diplomados quando são presos. Advogados, delegados, ministros, vereadores, prefeitos, governadores etc. têm direito à cela especial até serem condenados. Já vimos isso de perto recentemente, por exemplo, com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quando foi encontrado em sua cela, no presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, diversas iguarias, como camarão, iogurte e bolinho de bacalhau. Segundo os promotores, os alimentos pertenciam aos presos da Lava Jato - alguns deles, como o ex-governador do mesmo Estado, Anthony Garotinho, nem com isso precisa se preocupar e, com habeas corpus em mãos, já pode aproveitar toda essa mamata fora da cadeia.
Entre tantos outros que se aproveitaram de um diploma universitário para ter tratamento especial na cadeia, está Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike Batista. Godinho, preso pela operação Lava Jato, também é advogado. Segundo ele mesmo disse, "No Brasil, é melhor ter o diploma universitário na mesinha de cabeceira". Um diploma universitário no Brasil pode mudar a vida no cárcere.
Já o ex-bilionário Eike Batista, também preso, nunca terminou a faculdade de Engenharia e foi para uma prisão para onde seguem milicianos. O destino de Eike, detido na operação Lava Jato, poderia ter sido bem pior, não fosse pela insistência dos seus advogados que temem pela segurança do empresário pela figura pública que é.
O diploma para essa corja de políticos realmente fica na mesinha de cabeceira, pronto para ser utilizado em último caso - a prisão. A corrupção é tão sistêmica no Brasil, que há crianças sendo ensinadas pelos pais que muito estudo não leva a lugar nenhum. E, no nosso País, infelizmente, muitas vezes isso é verdade, já que é nitidamente mais fácil enriquecer de maneira ilícita e com suor dos outros do que com o seu próprio. E o dinheiro que vai para esses bolsos é do povo trabalhador, que, sem dinheiro para realizar seus sonhos, pelo menos tem uma vantagem preciosa em relação aos corruptos: dorme com tranquilidade.