A maneira pouco compreensível de Dilma se expressar passou a fazer parte do anedotário nacional. Trapalhadas, como o "engarrafamento de vento", ou "o dobro da meta não fixada", provocaram risos, e críticas as mais jocosas.
Dias atrás, inclusive, jornal de grande circulação, fez blague, em editorial, de entrevista ocorrida em Portugal. Mas convenhamos: por si sós, os discursos não provocavam fatos gravosos à nação!
Diferentemente disso, pessoas de oratórias elogiáveis, têm, através de frases e gestos, tripudiado sobre o povo. Nesse contexto, o "aplaudido" ministro Toffoli, em crítica insana, entendeu que causa envolvendo explícita tomada de trinta e sete mil reais do dinheiro público, não deveria aportar no Judiciário.
"Irrisória" a quantia, mesmo que conseguida de maneira criminosa, mereceria, como castigo, a simples devolução! Razoável a ponderação, num país de fantasias, onde os milhões dos poderosos se opõem às desgraças dos despossuídos, dos famintos, dos desabrigados!
Certíssimo a revolta, quando as cabeças pensantes, as mentes iluminadas dos ungidos ao Olimpo do Judiciário, não devem se submeter a questiúnculas, situações de somenos! A elas devem ser reservadas as soluções das grandes falcatruas, aquelas que permitem os conchavos em escusos jantares nas madrugadas, que ganham espaços na mídia e, via de consequência, promovem os egos imensos de tão dignas autoridades. A elas, devem ser resguardadas as sujeiras dos maiorais, dos que, no futuro, absolvidos (e quem duvida isso soe acontecer), das mazelas praticadas, possam acenar, em contraprestação, com benesses daqui ou de lá!
Inconcebível macular-se a dignidade do Tribunal Supremo com um processinho qualquer, originário de unidade pequena, através de político sem a expressão que mereça as benesses do Poder! Para eles o desprezo da Corte!
A proclamação do juiz, feita com visível ojeriza e asco, mas inteligível ao extremo, trouxe embutida em si todo o acima alinhado. Saudades das bobagens inofensivas da ex-presidente!