O fim da contribuição sindical obrigatória, extinta com a reforma trabalhista, forçou os sindicatos a demitirem, além de terem que se adaptar à perda de um terço da receita. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), até o ano que vem, 100 mil trabalhadores diretos e indiretos serão afetados. Um exemplo disso é o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que já demitiu 35 funcionários.
Sem o imposto sindical recebido há quase 80 anos, sedes gigantescas serão trocadas por instalações bem mais simples. Por um lado isso é positivo, já que aponta que as entidades que praticavam o proselitismo político ou ideológico, não se sustentarão. Devem se sustentar apenas aquelas que justificam a anuidade paga pelo trabalhador. Enfim, ao menos pelo que parece, a nova lei trabalhista forçará os sindicatos a realmente defender o direito do proletariado. As entidades que trabalham em prol de partidos políticos devem fechar. E a verdade é que estas nunca deveriam ter sido abertas, pois não é a finalidade desses grupos utilizarem a estrutura sindical para fazer campanha a políticos - o que não impede a participação de homens da política envolvidos, contanto que o associado represente a classe, e não o seu partido.
O mesmo deve acontecer dentro dos partidos políticos, que, evidentemente precisam de subsídios para sobreviver, como um clube ou igreja. Eles devem ser um ponto de encontro de brasileiros que lutam pelo mesmo ideal, visando um Brasil melhor a todos - e não apenas ao pequeno nicho que compõe uma coligação. Por isso, essa sustentação deveria partir de seus associados e não de partidos de aluguel que apenas tumultuam as eleições em troca de cargos e favores. Assim, os partidos políticos não atrairiam oportunistas, porcos chauvinistas e parasitas que procuram as legendas para se sustentar, mesmo sem defender ideologia alguma.
A história política brasileira precisa urgentemente ser reescrita e reorganizada desde de a sua base, passando pelos sindicatos até chegar ao todo - parlamentares que comandam os principais setores do país. Sem isso, continuaremos patinando.