A pouca vergonha que assola o feudo Brasil, novamente, sem pejo algum, se demonstra! Burlando o teto estabelecido em lei, usa-se de todos os expedientes para engordar os já polpudos salários de determinadas categorias.Assim, não é novidade que, o Poder Judiciário aumenta em muito os ganhos de seus componentes!
A pegadinha está no fato de, embora incorporada aos salários por decisão do Conselho Nacional de Justiça, a regalia - entre outras, repita-se -, para burlar o imposto pela norma, é tratado como recebimento extra! Da mesma maneira, é mais que sabido que, aos ministros de Estado, quase que em sua totalidade, como complemento de verbas se acena com a nomeação aos inócuos "Conselhos de Estatais" ou afins!
Sem a mínima vocação para o cargo; sem a formação necessária para a área que deve "aconselhar"; somente para embolsar vultosa quantia, o titular de pasta federal, aporta aqui e ali, chancelando, qual autômato, o que lhe for passado! Não bastou a crise da Petrobras, que revelou bem a questão, para que se coibisse tal desmando!
Pois bem, régio pagador de suas dívidas, o presidente Temer, brindou com cargo dessa importância à senhora Samantha Ribeiro Meyer, que tem no currículo a dignifica-la, o pomposo título de anterior mulher do partidário Gilmar Mendes! Talvez até se insinue que é doutora em Direito! Mas, pergunto eu, no que o galardão a autoriza a ocupar funções em órgão deliberativo de multinacional voltada à energia?
Óbvio que, se forem buscar explicações ante o festejado cônjuge-ministro, com a cara de pau que o caracteriza, e louvando-se nas verbas escusas que também recebe, não verá no ato nada demais, e como tem justificado as mazelas em favor de tantos, por certo demonstrará o acerto da medida!
Sem a mínima ética e donos de explícita desfaçatez, cada dia mais os dirigentes afundam este país que já chamamos de nosso!
Ano Novo? Para quem?