Passo a passo a humanidade caminha em direção ao profundo abismo que irá destruir totalmente as virtudes herdadas dos nossos antepassados, alicerçadas na fé e na razão. A sabedoria insana do mundo procura tornar grande o que é pequeno, pela enganosa aparência, fazendo o ser humano adquirir, como indispensável, futilidades que depois nem se sabe a que servem.
Richard Foster no seu livro, "Celebração da Disciplina", escreve que esse ardente desejo de abundância na sociedade contemporânea é de natureza psicótica, porque perdeu por completo o contato com a realidade. Ansiamos possuir coisas de que não necessitamos nem desfrutamos. Richard E. Byrd registrou em seu diário, pós meses de solidão no estéril Ártico: "Estou aprendendo ...que um homem pode viver intensamente sem grande quantidade de coisas".
Compramos coisas que não desejamos para impressionar pessoas das quais não gostamos. Lamentável é quando por ignorância ou por desprezo se minimiza o que é suficientemente grande e que poderia enriquecer a vida, deixando escapar por entre os dedos da estultícia a chance do melhor viver.
Ah, se a maioria das pessoas tivessem a humildade e a nobreza de João Batista, ao reconhecer a grandeza de Jesus, para dizer como ele "convém que Ele cresça e que eu diminua", este mundo seria bem melhor. A festa consumista do Natal tem Papai Noel como "garoto-propaganda", a quem as crianças, ausentes da igreja, desviam a fé em Jesus para fazer suas preces ao bom velhinho, que viaja pelos ares numa carruagem puxada por renas, para entregar seus presentes.
É agradável Jesus estar presente em n osso coração na Ceia do Natal, da família reunida em torno da mesa ouvir dos lábios de alguém uma prece de gratidão a Ele por nos dar "o pão nosso de cada dia", por livrar as nossas vidas do mal e por ter vindo ao mundo para nos dar a salvação. Isaías 6:9: "Porque um menino nos nasceu... e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz". Solus Christus.