Muitas desordens do aparelho locomotor acontecem pelo longo período de imobilidade no leito onde há um decréscimo na atividade física e, por conseguinte, nos efeitos benéficos que ela produz. São inúmeras as patologias que podem levar a esse quadro, desde problemas neurológicos, ortopédicos, cardiovasculares entre outros, tudo isso levam o indivíduo a permanecer por um período prolongado de restrições no leito.
A síndrome da imobilidade é um conjunto de alterações que ocorre no indivíduo acamado por um período prolongado. Independentemente da condição inicial que motivou ao decúbito prolongado, esta síndrome evolui para problemas circulatórios, motores, dermatológicos, respiratórios e muitas vezes psicológicos.
Sempre houve controvérsias a respeito do repouso prolongado. Sabemos que antigamente era parte do tratamento o paciente permanecer em repouso. A partir da segunda metade do século 20, houve um avanço significativo na ideia de mobilização precoce dos pacientes acamados. Hoje, sabemos que um dos papéis mais importantes do fisioterapeuta é o da retirada precoce do paciente do leito evitando, assim, diversas patologias associadas ao longo decúbito como úlceras de pressão (escaras), pneumonia perdas drásticas das musculaturas como um todo.
Para entender melhor a síndrome de imobilidade no leito, devemos conhecer a biomecânica de nosso organismo. Sabemos que o ser humano é desenhado para se movimentar, principalmente porque 40% do nosso organismo são compostos de músculos esqueléticos, por isso, somos dependentes da atividade física para que haja a manutenção deste sistema musculoesquelético.
Sabemos que a reabsorção óssea é feita através dos estímulos de pressão e tração que este segmento recebe ao longo do dia. As alterações patofisiológicas que acontecem devido ao longo período em decúbito começam cedo e evolui rapidamente. Muitas das desordens são reversíveis, mas quanto maior o período de imobilização mais difícil será a sua recuperação.