Já houve um tempo em que o futebol brasileiro encantou o mundo! Com a ginga natural de nossa gente, os gramados internacionais se rendiam à leveza e graça que brotava dos pés dos endiabrados "canarinhos".
A camisa da seleção nacional, manto sagrado, conforme tantos radialistas, causava temor nos adversários, fazendo com que desabassem, mesmo antes do começo das partidas.
Aos poucos, porém, também nisso - herança que nos distinguia -, fomos nos tornando pífios! Em pleno solo pátrio - quem poderá se esquecer um dia -, sofremos os sete gols que abalaram profundamente os alicerces de nosso principal esporte. De protagonistas passamos a figurantes!
Porém, se é verdade que após a tempestade vem a bonança, aos poucos vamos recobrando nossa majestade, e provando ao mundo que se o jogo da bola teve por berço os campos ingleses, aqui encontrou o seu habitat natural. Há, porém algo que continua a nos desabonar! Os dirigentes dos clubes e federações, adeptos, a maioria, da corrupção endêmica que, qual erva daninha ocupa os mais variados espaços, volta e meia são pegos com a boca na botija, engordando ainda mais os robustos bolsos.
Ricardo Teixeira, o antigo e pedante mandatário da Confederação Brasileira, é exemplo clássico do que se diz! Seguindo os passos do sogro, o disfarçado João Havelange, locupletou-se a não mais poder, espalhando a pilhagem por bancos os mais variados deste mundo de Deus. Fez escola, e já que a coisa estava fácil, outros pilantras embarcaram na onda!
Espetáculo deprimente, Marco Polo, acovardou-se, escondeu-se sob a cama, sendo obrigado a renunciar a cargo de relevância que ocupava na Fifa para não ser preso.
A mesma sorte não teve o sabujo da ditadura, Marins, arrestado na Suiça, enquanto gozava da mordomia da corja à qual pertencia.
O pilantra começa a ser julgado nos Estados Unidos, trazendo a nós, vergonha, e votos de rigorosa cadeia.
Se para o futebol restam esperanças, aos que o gerenciam, esta já morreu faz tempo!