Há algum tempo escrevi sobre o comércio varejista e o impacto experimentado a partir das transações on-line, mais conhecidas como e-commerce. Desde então, quando senti a necessidade de abordar o tema, concluindo pela irreversibilidade da tendência e necessidade imediata de preparo e adequação das companhias convencionais a essa nova realidade, o e-commerce só tem crescido e de forma impressionante.
Neste sentido, chamou-me a atenção, nesta semana, a notícia de que a Alibaba, gigante chinês do segmento de vendas eletrônicas, comercializou em 24 horas, on-line, o montante de 25 bilhões de dólares, com destaque para o pico de 256 mil pagamentos simultâneos.
A marca é impressionante e também revela o estabelecimento de outra tendência quando se observa que 90 % dessas compras foram feitas através de smartphones, mas o que mais surpreende é a capacidade de se conciliar a aplicação de novas tecnologias com realidades práticas: de nada adianta poder comprar fácil, rápido e remotamente, se o produto não for bem recebido pelo comprador.
Aí está estampada a necessidade de absoluta integração entre as etapas do processo, ou seja, não basta a tecnologia digital que possibilita a rápida transação, mas é necessária inteligência de gestão integrada para trasladar os produtos de fornecedores primários a centros de distribuição, embalar, armazenar, separar, otimizar logística de entrega, transportar de forma adequada e com eficácia até o endereço do comprador, atribuindo-se a cada uma dessas etapas o menor custo possível, de forma que o usuário final receba o produto com o melhor custo-benefício.
Quando tudo isso se dá em grandes volumes e concentrações, a dificuldade é ainda maior. Assim, percebe-se, mais uma vez, o desafio que é empreender: criatividade, inteligência, compromisso, vontade, inovação constante, organização, disciplina e muito mais. Agora, imagine os benefícios que essas vendas de 24 horas geraram para diversos segmentos da economia!