Por enquanto só do PSDB, mas a meta é ser da República. Sem abrir a boca e fazendo política longe das mídias sociais e dos holofotes, Geraldo pavimenta sua estrada rumo à candidatura à presidente do Brasil pelo PSDB. Seu pupilo João Doria é carta fora do baralho, não resistiu aos problemas de uma metrópole como São Paulo e sentiu, a mesma mídia social que lhe deu notoriedade também lhe colocou tantos obstáculos que deve se contentar com a prefeitura de São Paulo. Nem mesmo o governo do Estado está garantido a Doria que colecionou desafetos no PSDB e fora dele também. O vice-governador Marcio França já se postou como candidato ao Governo do Estado de São Paulo e sua aliança com Geraldo Alckmin deverá ser honrada. Presidindo o PSDB, Geraldo pretende pacificar a legenda e assegurar não só sua candidatura, mas a vitória em 2018. Geraldo não arrebata emoções de ninguém, mas esse perfil morno, poderá ser escolhido por uma população cansada dos extremos, leia-se Lula e Bolsonaro. Um bom exemplo disso foi o nome de Luciano Huck, com grande aprovação popular, por não ser um extremista e parecer "calmo" para condução do país. O povo está cansado de sobressaltos, de crises, de escândalos, quer alguém que transmita paz, serenidade e tenha o mínimo de bom senso. O massacre da recessão, do desemprego e do aumento dos níveis de pobreza que se instalaram e resistem em regredir, mesmo com inflação controlada e redução da taxa de juros, arrefece até os mais exaltados. O brasileiro, quer voltar a ter renda, fazer planejamento, adquirir bens duráveis, custear estudos e saúde, enfim ter uma vida digna e acredita que isso só ocorrerá com equilíbrio e serenidade. E nesse aspecto não há nome com maior serenidade do que a personificada por Geraldo. Não empolga ninguém, mas também não assusta ninguém, como Lula, Bolsonaro ou Ciro Gomes. Fora do radar, Geraldo continua voado e se projeta como um nome nacional que poderá encampar vários interesses políticos e viabilizar sua pretensão à Presidência da República.