Nesta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sancionou uma lei que liberou o uso do celular nas salas de aula de qualquer escola do Estado de São Paulo, desde que seja para fins pedagógicos. O assunto, que já vem sendo tratado e até praticado nas classes de colégios particulares há algum tempo, gerou opiniões diversas entre os educadores da rede estadual.
Reportagem publicada hoje nos jornais do Grupo MN mostra que a aprovação não é unânime entre os especialistas em Educação. Enquanto alguns acreditam que já não era sem tempo permitir o uso dos aparelhos móveis nas salas, até por uma questão de atualização com a tecnologia e adaptação à realidade em que vivemos, outros lembram que vai ser difícil fiscalizar o uso do telefone realmente para atividades específicas. Um entrevistado frisou, inclusive, que devido às desigualdades sociais, nem todos os alunos têm celulares, o que criaria um certo constrangimento e uma injustiça entre eles.
Pelo projeto, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa em outubro, após pedido do secretário de Educação do Estado, José Renato Nalini, estudantes dos ensinos fundamental e médio poderão utilizar os celulares em determinadas atividades, orientados por seus educadores. Até outubro de 2018, todas as 5 mil escolas estaduais serão equipadas com sistema wi-fi e banda larga. A novidade, que faz parte do novo plano tecnológico anunciado pelo governo de São Paulo, irá modernizar a rede.
A instalação da internet sem fio terá início nas salas dos professores e de informática. As unidades que participam do Escola da Família também poderão utilizar a conexão aos fins de semana. Dois links vão abastecer as escolas: Intragov (do governo, já existente) e Telefônica.
O monitoramento e filtro de acesso dos estudantes será mantido, garantiu o Estado, de modo que, acessar redes sociais ou qualquer conteúdo fora do contexto pedagógico, não seria possível, assim como já acontece em algumas escolas particulares.
A notícia, sem dúvida, é boa e a medida bastante necessária, mas também deve haver um processo de capacitação dos professores e um trabalho de orientação aos alunos.