Os ataques aos cofres públicos, dia a dia, fizeram as manchetes dos jornais neste ano que vai chegando ao fim.
Cunha daqui; Cabral de lá; Gedel com seus milhões acolá; tudo isso foi debilitando o nosso combalido Tesouro.
Pá de cal sobre as tramoias; insensível a tudo que não fosse os seus bolso;, o máximo mandatário da nação, foi flagrado em pouco republicana reunião com fornecedor de grana em alta madrugada, naquele que deveria ser o seu sagrado local de trabalho. Menos modesto que os seus asseclas, denunciou-se, pretendia a bagatela de quinhentos mil reais por semana, por anos a fio.
Para safar-se, distribuiu verbas a não mais poder em duas votações sobre o início de processo, debilitando, ainda mais, as finanças.
Ah, me esquecia - afinal são tantos os escândalos -, dadivosos por excelência os congressistas - que abocanharam bilhões para os vergonhosos "fundos partidários" -, em pleito de leniência, reduziram as multas dos bancos de quinhentos milhões de reais, para apenas cinquenta - há de se convir gesto magnânimo quando se nota os mínimos ganhos das casas de créditos, sempre deficitárias!
Chegou como soe acontecer, o momento da cobrança!
Ínfimas as reservas do erário, de imediato se encontrou o bode expiatório: o culpado pelo déficit, sem dúvida alguma era o trabalhador federal, sobre ele devendo recair o encargo de arcar com o restabelecimento das finanças!
Afinal, absurdo dos absurdos, alguns ganham acima de cinco mil reais.
E, unindo a teoria à prática, elaborou-se Projeto de Lei - e quem duvida que com as manobras permitidas com nosso dinheiro ele não será aprovado - adiando-se o aumento do funcionalismo, enquanto se aumenta em 3% a verba de contribuição previdenciária!
Nojento o proceder, identifica-se com um Brasil que perdeu o rumo; que se tornou sede de pretensos "senhores feudais"; que, aos poucos, retorna à triste condição de Capitania!
Enquanto isso, em nossas cadeiras de balanço, vemos a banda passar!