Vivemos em um mundo globalizado e com diferentes meios de comunicação, o que nos insere em um complexo universo informacional que invade nossa vida trazendo uma infinidade de fatos ocorridos em nível local, nacional ou internacional.
Realizar a educação nesta sociedade não pode se confundir com uma ação que se restrinja ao treinamento para a capacitação tecnológica. Mais que isso, significa desenvolver competências e habilidades que permitam aquele que estuda aprender a aprender. Isso garante a formação de indivíduos autônomos, capazes de produzir informações e conhecimentos novos e não apenas consumi-los.
Já faz muito tempo que as ciências da Educação destinam um grande esforço para pensar e indicar caminhos que contribuam para a construção de um sujeito para o amanhã, mais reflexivo e crítico em relação à realidade na qual está inserido e que possa conviver bem com tanta informação. O desenvolvimento da capacidade do sujeito de se apropriar da linguagem oral e escrita de forma plena, constitui-se em tarefa urgente caso realmente queiramos construir aqui uma nação desenvolvida e povoada de homens e mulheres vivendo na condição de cidadão de forma plena.
É muito preocupante ver que não é bem isso o que vem ocorrendo. Com a proliferação das redes sociais e a intensificação de seu uso, uma realidade um tanto quanto assustadora se revela. O teatrólogo, jornalista, romancista, folhetinista e cronista Nelson Rodrigues, mesmo sem ter conhecido as redes sociais, certa vez sentenciou: "Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos".
Na mesma linha de pensamento, Umberto Eco, escritor e filósofo italiano disse: "As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis".