Algumas dezenas de pessoas compareceram ao velório de João Pedro Calembo, uma das vítimas de um atirador no Colégo Goyases, em Goiânia. A vigília no Parque Memorial começou às 23h da sexta-feira e continuou até o enterro. No ataque, o garoto João Vitor Gomes, 13, também morreu.
Familiares vieram de Belo Horizonte e de Brasília para despedir-se do garoto de 13 anos. Os dois irmãos, um de 6 e 8 anos, e a mãe Bárbara, ficaram a maior parte do tempo ao lado do caixão de João Pedro. O pai, Leonardo Calembo, que se dispôs a falar em nome da família, disse em meio a dor que é preciso atentar para a ausência dos pais na educação dos filhos.
"Hoje em dia há muitos órfãos de pais vivos", disse, enfatizando o papel da paternidade, na tentativa de apontar alguma lição em meio à tragédia.
Leonardo disse que acompanhava o filho, ia às reuniões da escola, estava ao lado dele quando ele participava de atividades como competições.
"O Brasil precisa de pais e mães. Nossos presídios estão cheios de jovens que não tiveram educação em casa. Crianças que sem referências só pensam no eu e não no outro", disse.
O pai de João Pedro negou, em entrevista ao Estadão, que o filho fosse desafeto do autor dos disparos. Ontem, ele disse que o filho era tranquilo e fazia missões pela igreja.
Outros familiares apontaram qualidades, como a doçura e gentileza. "Minha avó era louca por ele", contou um tio do garoto.