Quando se leva em conta o crescimento da renda, países emergentes de porte semelhante ao do Brasil registraram avanços entre 2013 a 2016 em comparação aos quatro anos anteriores, de 2009 a 2012. A economia brasileira teve o pior desempenho segundo esses critérios.
"O Brasil está muito aquém de outros países. Segundo projeções para 2022, nosso PIB per capita vai crescer em média 0,9%, de 2017 a 2022, quase a metade da média de Chile, Argentina, México, Colômbia e Peru", diz o economista Marcel Balassiano, do Ibre/FGV.
Em dólar, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 16,2 mil, em 2014, para US$ 15,1 mil no ano passado, enquanto México e Tailândia subiram para US$ 17,9 mil e US$ 16,9
mil, respectivamente, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). "É preciso considerar as variações cambiais na comparação com outros países, mas o problema é que a política econômica anterior também desacelerou o crescimento do PIB, por isso a recuperação sem reformas estruturais é lenta", diz Cristiano Oliveira, do Banco Fibra."Para recuperar o tempo perdido, é preciso persistir numa política econômica que promova crescimento sem artificialismos". (E.C.)