"Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa Imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado.", afirmou Paulo Francis. É claro que isto não se aplica apenas ao meio jornalístico, mas à postura de qualquer pessoa, nos mais diversos ambientes e, o fato é que a medida que o tempo passa, menos temos a verdadeira liberdade de expressão e o direito de ser objetivo e assertivo, em relação às nossas convicções.
Com o passar do tempo, alguns comportamentos e posicionamentos foram sendo construídos, impingidos e cristalizados nas mentes incautas e a vida vai-se tornando cada vez mais chata, em função do que seria politicamente correto. É interessante que esses conceitos da filosofia imperante sempre se apresentam como algo de bom, positivo, afinal, é evidente que uma isca atrativa torna muito mais eficiente a armadilha: "politicamente correto".
Por conta disto, mesmo pessoas avançadas em dias e que por sua experiência deveriam mostrar maturidade e capacidade de receber a confrontação, aderem, a exemplo dos adolescentes, à autocomiseração e às demonstrações de fragilidade, manifestando-se agredidas por qualquer palavra ou ato que seja dissonante com o seu pensamento ou comportamento: aí está também, o famoso "mimimi". Ora gente, estamos vivendo um momento ímpar no Brasil, o qual nos proporciona a oportunidade de promover profundas mudanças que coloquem este gigante no rumo do crescimento e da pujança. É hora dos homens se distinguirem dos meninos e, afastado todo esse "mimimi", imergirmos em graves pensamentos e ações para produzir os mais ágeis e melhores frutos, doa em quem doer!