Bem ou mal, o jovem que completa condignamente a instrução escolar habituou-se a aprender. Agora deve pensar que, na aplicação do aprendido, vai passar a filosofar com todas as conotações que a iniciativa pode gerar. Isso se torna possível, se perceber que deve aprender a filosofar, a raciocinar sob um prisma onde a cobrança é outra. Para que pudesse aprender a filosofar teria de começar por já ter uma filosofia.
No ensino da engenharia existem disciplinas que podem ser classificadas como divisoras de águas. Aquelas que, pela complexidade, diferenciam o profissional engenheiro, das outras profissões. Não é pretensão, não! Numa reunião de colegiado em certa universidade, pelo alto índice de reprovação em mecânica dos fluidos, uma pedagoga de plantão foi convocada para apontar que o resultado pouco satisfatório se devia ao fato do mestre-engenheiro desconhecer certas artimanhas de natureza didática que só os familiarizados com a pedagogia conheciam. O citado professor não se deu por rogado, perguntou à ilustre pedagoga qual matéria ela lecionava e bibliografia adotada, e que poderia deixar a seu cargo uma das aulas que ela ministrasse. E pedia que a mesma se submetesse à mesma prova, em relação à disciplina por ele ministrada. É evidente que a pedagoga achou tudo isso de um absurdo incontornável.
O ato de conviver com essas disciplinas, diferencial em termos de formação do engenheiro, exige algo mais que pedagogia, e bons métodos, exigem do aluno dentro do processo, comprometimento sério, sem o qual, o ato pedagógico torna-se inócuo.
Processos didáticos levam o professor a construir no aluno, um ser de: compreensão, razão e instrução! Compreensão, razão, instrução, mostram a vantagem de, mesmo que, ele nunca chegue à fase final, poder se beneficiar da aprendizagem. Compreensão, que leva à reflexão: terá assim adquirido experiência e se tornado mais inteligente, se não para avaliações acadêmicas, pelo menos para a Vida, que o aguarda pós bancos escolares.