Já não se fazem mais filhos como antigamente. Nem precisa ser pai ou mãe para chegar a essa óbvia conclusão. E isso não é uma crítica, apenas uma constatação de que as diversas opções de tecnologia que não param de surgir afetam diretamente na criação e na mentalidade dessa nova geração que "cai de para-quedas" em um mundo que sofre transformações tão drásticas em um curto período que chega a assustar bastante os mais velhos.
O público mais jovem - principalmente - passa horas por dia conectado à Internet, e é claro que com uma criação tão diferente das gerações anteriores, e sem nenhuma referência, não terá a mesma mentalidade de seus antecessores, já que os valores e as prioridades são outros. É importante colocarmos na balança o que tende a melhorar e a piorar na sociedade com essa nova formatação de mundo para eliminarmos o que não é útil e, evidentemente, perpetuar o que surgiu e surgirá de bom.
Segundo uma recente pesquisa norte-americana, jovens da era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta. E isso não é difícil de perceber, já que trata-se de um grupo de pessoas que encontra as maiores facilidades e conforto na palma das mãos, ao contrário de outros tempos, quando era necessário se arriscar mais para ser recompensado com momentos de lazer e felicidade. Essa menor exposição a riscos retarda o amadurecimento da nova geração, além de sofrer quando precisa improvisar em alguma situação ou tomar decisões, porque não desenvolveu esse dom de maneira correta.
Até por isso, os jovens de hoje parecem ser mais "pacatos", menos rebeldes. O lado inegavelmente positivo é que a Internet trouxe acesso ilimitado à informação, então esses jovens estão crescendo mais conscientes, menos preconceituosos e entendendo que cada um precisa buscar a felicidade à sua maneira, independentemente de crença, opção sexual, profissão etc. Também parecem mais preocupados com hábitos saudáveis do que seus antecessores. O lado negativo, e já temos reflexos claros, é que a "bolha da tecnologia" forma pessoas mais solitárias e, consequentemente, menos felizes, o que não significa que essa nova maneira de viver atinja apenas crianças e jovens. Adultos também perderam a mão da devida importância que devem ter os mundos real e virtual.
Como foi dito, essa nova geração tem muito a ensinar e capacidade de transformar o mundo, porém os adultos precisam monitorar e, uma vez que também estão enclausurados em suas vidas virtuais, a situação fica realmente preocupante.