A intolerância, cada vez mais, toma conta do mundo da política. E esse privilégio não é só nosso, pois é possível ver o mesmo em vários países. E esse mal não pode mais nos afetar, principalmente em um momento de crise, na qual a união de forças é a melhor forma para que possamos começar a trilhar um caminho melhor.
Vemos o resultado de países intolerantes, como Coreia do Norte ou Síria. Quando esse tipo de ensinamento é passado de geração para geração, a nação fica estagnada. Intolerância em alguns casos é tolerável, mas na política, é inaceitável. Pelo menos deveria ser assim. E, como foi dito, ela está no mundo todo, incluindo países de primeiro mundo, como os Estados Unidos, por exemplo, que, sendo comandado pelo presidente republicano Donald Trump, corre o risco de se tornar um país autoritário, já que este é o resultado da intolerância.
Na semana passada, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ficou irritado com uma reportagem de um jornalista da Folha de São Paulo, quando divulgou que milhões de medicamentos doados para a Prefeitura estavam empacados e longe do alcance da população. O prefeito atacou o jornalista na redes sociais, que por sua vez, recebeu outros vários ataques de eleitores de Doria. A Imprensa livre e aberta evita que os governos sejam autoritários. O Brasil precisa de moderação, diálogo, pessoas que sejam capazes de sentar, conversar e reconhecer os problemas que vivemos e que procurem resolvê-los ou minimizá-los da melhor forma possível. Essa tática truculenta utilizada por Doria é a base do autoritarismo.
Nossa política está ladeira abaixo e nossos governantes não têm nenhum crédito. O País só voltará aos trilhos quando recuperarmos o diálogo e as boas políticas, e não é isso que temos observado. Sabemos que em alguns casos o poder monetário pode calar certos jornalistas, mas isso é a prática mais condenável que pode existir dentro dessa profissão, que tem a obrigação de informar a população de tudo de bom ou ruim que acontece na sociedade. E isso foi feito pelo jornalista da capital paulista.
É preciso tolerância, pois como sabemos, não existe verdade absoluta, e sim, versões dos fatos. Os mais velhos devem passar esse sábio ensinamento às novas gerações. No Brasil todos pedem mudanças em vários setores, incluindo no sistema político, e dos próprios governantes que comandam cidades, Estados e o País. Mas, antes de mais nada, se tem algo que o Brasil precisa neste momento de crise são de líderes capazes de serem criticados.