Indisfarçável a fixação!
Revivendo os tempos em que os mouros dominavam parcelas dos reinos espanhóis, após buscarem tardia vingança pela expulsão em Artocha, atentado com inúmeras vítimas, agora o fazem nas Ramblas, cartão postal da magnífica Barcelona.
O quadro desolador de corpos caídos sem vidas; a revolta que se instalou em cada um que, estarrecido pelo morticínio covarde, deplora pertencer à espécie humana; convida a obrigatória reflexão.
Atos como estes, que, infelizmente, vêm se tornando corriqueiros, não brotaram do nada! Há, por trás deles, uma eterna "Cruzada", que tende a não se acabar.
Moderna, porém, a guerra nada tem de religiosa, como, aliás, nada teve no passado!
Ambiciona-se a conquista, o comércio, o poder!
Nos idos da Idade Média, embora partindo com as bênçãos papais, os soberanos pretendiam, isto sim, impor-se sobre os "bárbaros" distantes, ampliando os seus domínios - mais tarde conseguido, ainda à força das armas.
Nestes tempos, além do apossamento dos governos, estabelecendo-se cabeças de ponte para as suas ideologias, os líderes das grandes nações visam manter as indústrias de armas, munições, alimentícias, etc., e, de quebra, fomentar a construção civil, com os obrigatórios concertos pós-invasão.
E, partindo do conceito que o povo, nessa equação, é simples detalhe, levam a desgraça às terras estrangeiras!
Quantos lares são infelicitados! Quantos pais pranteiam os filhos! Quantos jovens, mulheres, crianças, são vítimas fatais do arbítrio dos irracionais mandatários!
A mídia, no entanto, quase sempre se cala! As imagens das barbáries tidas como "legais", são ocultadas de nós outros!
Mas, quando surge a torpe reação, os flashes espoucam e as manchetes rebrilham diante dos nossos olhos!
Não defendo o ato, repita-se, traiçoeiro e covarde, de dementes terroristas! A morte, para eles, é bálsamo!
Tento, unicamente, lembrar, que toda ação leva a reação igual e em sentido contrário!
Afinal, tão bandidos quanto eles não são os seus invasores? Paz!