É inacreditável a que ponto chega um deputado federal tatuando o nome Temer no próprio corpo. Depois que saiu nos principais jornais do País, a tal tatuagem, que muitos afirmam ter sido de henna, nunca mais foi vista. Mas é assim que está nossa Câmara dos Deputados: desmoralizada. Não vimos ainda nenhum deputado ou deputada tatuar o nome de Lula e de Dilma, por enquanto.
O fato é que os deputados, ao assim atuarem ou tatuarem, apenas revelam que cuidam mesmo é de seus interesses. Em 2018, veremos o que a população tem achado de seus representantes. Esperamos que nossa população não se esqueça do que estamos assistindo, atônitos, hoje.
O Brasil, embora tenha inflação controlada e agora, juros em queda, continua muito ruim. O desemprego não arrefece, a atividade econômica não é retomada e a arrecadação federal é um fiasco, como um déficit fiscal que só aumenta com previsão de revisão do tamanho do rombo de
R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões negativos.
O Brasil não decolou ou fez um voo de galinha. A contaminação da política na economia é inegável. A absoluta falta de estímulo da atividade econômica, geração de empregos e renda é assustador. Assistimos a estagnação econômica, aumento de impostos dos combustíveis, o que vai gerar inflação em razão do repasse decorrente dos custos no transporte rodoviário.
Novos impostos virão para cobrir o rombo gerado pelas emendas liberadas aos parlamentares para votação da denuncia no Congresso. Isenção de impostos e repactuação de dívidas que atendem aos interesses pessoais dos deputados ou dos grupos econômicos que os representem.
A nós cabe assistir às mazelas e responder nas urnas. O que causa estranheza é o silêncio de movimentos moralistas, como o MBL e o Vem Pra Rua. Será que não estão vendo o que se passa? E a Fiesp, com seu pato amarelo, que não piou contra o aumento de impostos, culpando o ministro da Economia e silenciando em relação ao seu chefe, o presidente Temer. Esses movimentos subestimam a inteligência do povo.