Preocupados com a reeleição que será muito difícil, congressistas estudam meios de fazer uma reforma eleitoral que lhe garanta a reeleição. Não se trata de uma reforma política como deseja a população, mas de uma reforma eleitoral que beneficie quem hoje detém mandato eletivo.
A não aprovação da autorização de processar Temer no STF pesou muito e contrariou mais de 80% dos eleitores. A fraca recuperação econômica também tem pesado. O desemprego alto tem desanimado a população que já vive há mais de três anos em forte processo recessivo que somente agora dá tímidos sinais de arrefecimento.
Ninguém acredita na reforma proposta e os nobres congressistas deverão recuar de seu intento se não quiserem amargar maiores derrotas nas urnas ano que vem. Está na hora de cortar benefícios, cargos em comissão, auxílios, enfim, enxugar a máquina pública e tocar reformas que efetivamente tornem o Brasil competitivo.
A reforma da Previdência já empacou, o desgaste de manter Temer no Poder é incalculável politicamente. Os parlamentares precisam parar de defender seus próprios interesses e começara a olhar para os interesses da nação, antes que seja tarde de mais para eles próprios. Ou mostram serviço agora, ou certamente serão vetados nas próximas eleições. O povo quer solução para os seus problemas e não que os congressistas defendam apenas seus interesses pessoais.
Ficou muito evidente que impedir as investigações contra Temer gerou um desgaste enorme no Congresso, razão pela qual não querem votar mais a reforma da Previdência. A reforma trabalhista foi um desastre para os empregados que vão sentir na pele, já no final deste ano, a redução de seus já singelos direitos. Essa percepção irá gerar um alto custo político nas próximas eleições de 2018.
O que ninguém está disposto é bancar o custo eleitoral desse Congresso no pleito. A proposta esdrúxula de R$ 3,6 bilhões para as eleições é no mínimo um acinte. Um país pobre como o nosso não se pode dar ao luxo de bancar campanha eleitoral.