O governo federal tem apelado para algumas medidas pouco ortodoxas para movimentar a economia. Apesar de nunca terem sido feitas antes, tais ações são justas e, por incrível que pareça, beneficiam a maioria dos brasileiros. Trata-se do resgate de fundos inativos. Pense, por um momento, quantas pessoas morreram e deixaram enormes quantias de valores para os bancos ou para os cofres da União, simplesmente por não terem preenchido formulários corretamente ou destinado os bens para outras pessoas. Enfim, o governo teve de acessar esse "fundo fantasma" para tentar salvar a nação. Se não salva, pelo menos dá um respiro.
O primeiro ato foi o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativo. Milhares de brasileiros foram até a Caixa Econômica Federal receber uma média de R$ 800 a R$ 2 mil, o que ajudou a pagar muitas contas e seguir a vida em meio à crise. O segundo agora será o pagamento do Programa de Integração Social (PIS) inativo aos aposentados e pensionistas. Na verdade, o governo vai adiantar o pagamento, uma vez que ele só era feito para quem completasse 70 anos, e agora essa idade será reduzida para 62 (mulheres) e 65 anos (homens). Os valores pagos serão parecidos com os do FGTS, a partir de
R$ 700. Sem dúvida, esse dinheiro vai ajudar nas vendas do comércio neste segundo semestre.
Como em time que está ganhando não se mexe, o brasileiro nem sequer pensa em questionar por que esses valores não foram pagos anteriormente por outros governos. Com dinheiro no bolso ninguém reclama, essa é a verdade. No entanto, até mesmo nestes atos "caridosos" do governo, vale a desconfiança. Quantos fundos fantasmas existem e não sabemos? Para onde vai tanto dinheiro que pagamos a todo momento em impostos e taxas? O pagamento de FGTS ou PIS inativo nunca foi uma prática comum.
A economia precisa de moeda para girar e o que o governo está fazendo é positivo para isso. O que seria interessante é abrir o jogo sobre outras contas e mostrar que o dinheiro precisa estar na mão das pessoas. Ele é feito para correr, para movimentar. Sem dinheiro o País trava. Todos sabem que os bancos ficam com boa parte de nossos salários, e o governo ainda tem medo de pressionar essas instituições. Enquanto isso não ocorre, vamos ficando com as migalhas: FGTS inativo, PIS inativo, Nota Fiscal Paulista, promoções de supermercados, pagamentos em várias prestações, entre outras coisas que movimentam a economia do povo.