Todo homem é concebido para vencer, já que nasce ganhando a Vida! Sua nada surpreendente vitória se dá quando, todo dia, ele escreve seu nome nas páginas do Livro da Vida e vence mais uma batalha contra as injustiças que o tornam desigual entre seus iguais. Quando vence mais um embate contra a ignorância e o empobrecimento que lhe afetam a autoestima e o torna um ser inferior em relação a quem se acha superior em função da posse de bens materiais e de projeção política.
Toda individualidade estará sempre mais comprometida com o passado do que com o futuro. E paga-se caro ônus por isso! Além de ser a razão pela qual nos é tão difícil e dolorosa a mudança ou a transformação pessoal, aprendizagem inclusive.
Levar-se muito a sério, ser, quando muito se está, não cria espaço para ricos dividendos! O compromisso com o luto, pela condição em que somos, deixando de estarmos, nos parece maior do que o desejo de redenção daquilo que se configura no futuro.
Do ponto de vista afetivo, isto é facilmente compreensível. Afinal, o que temos vivido até agora é da escala do conhecido, do identifivável, do amigo! O que seremos, no futuro, será da escala do distante, do estranho, do desconhecido. Somente Vida e Descontrole, são capazes de romper a aliança!
Vivendo e gerenciando o Descontrole com as boas ferramentas que se possui, aprende-se a confiar no próprio taco e se permitir que o poder criativo latente em todos se manifeste e capaz de ser direcionado para qualquer coisa. Tem-se assim a ferramenta básica para viabilizar qualquer sonho.
Ao perceber que existe algo mais, imagina-se que se pode aspirar a isso. Como as obsessões, os sonhos sempre voltam. Nada de dar as costas aos mesmos. Dar-lhes atenção pode ser uma forma de alforria, de chegar à tão almejada Liberdade. Quando não, uma forma de olhar para dentro de si mesmo, sem medo de encarar a própria face, sob o espelho da realidade.
O homem que não idealiza seus projetos, não tem como realizá-los. De há muito perdeu o sentido do existir, diferente dos demais: razão maior do ser humano!