Se continuarmos no ritmo atual, os empregos acabarão em pouco tempo. Com tantas descobertas envolvendo tecnologia e otimização dos trabalhos, a mão de obra humana está cada vez mais sendo deixada de lado. Talvez esteja na hora dos pensadores, formadores de opinião e políticos pararem para analisar. Se toda ação pode ser feita com mais qualidade e agilidade por uma máquina, logo o homem será deixado de lado e, consequentemente, não teremos um sistema, uma economia e uma forma de sobrevivência.
Atualmente, Prefeituras do Alto Tietê estão sendo obrigadas a cortar gastos, demitir pessoal e se reestruturar. A questão é que os serviços antes feitos por pessoas serão realizados pelo computador. Uma forma de economizar e manter as coisas funcionando. No entanto, nesse processo algo importante é ignorado: o fator social. Um emprego não é apenas um emprego. É uma esperança para uma família, uma porta de entrada para se tornar um verdadeiro cidadão.
Imagine cidades pequenas, como algumas que existem aqui no Alto Tietê, demitindo todos seus funcionários e agindo por meio de aplicativos e programas de computador. Mesmo que a qualidade do serviço seja alta, centenas de famílias estarão na miséria, pois não encontrarão oportunidades, seja na administração pública, nas empresas ou de forma autônoma, uma vez que a concorrência iria aumentar.
Não adianta oferecer um ótimo produto se não há cliente, se não há mercado. Uma história, ou lenda, antiga sobre os Estados Unidos mostra a necessidade de se manter os empregos. Na década de 1920, os americanos passavam por uma crise enorme, chamada de Depressão. Faltavam empregos e as pessoas estavam desesperadas. O governo teve de criar formas de manter os homens ocupados, até mesmo para evitar o aumento da criminalidade. Em alguns Estados, equipes de Frentes de Trabalho eram contratadas para fazer buracos em rodovias, e outra equipe depois era chamada para tapar esses mesmos buracos.
Este ato, aparentemente irracional, foi importante para manter a autoestima de alguns homens que pelo menos recebiam um pequeno salário para manter suas famílias, enquanto a economia era estabilizada no País. Portanto, neste momento em que vemos profissões sendo destruídas pela tecnologia, pelas crises e demais fatores, é preciso entender a importância de manter a população ocupada, trabalhando e produzindo. Essa é a função do homem no mundo: estar sempre em movimento. Não pode parar.