Ano vem, ano vai, e as coisas ruins parecem insistir em continuar... Já apontamos anteriormente o desastre que são os serviços prestados pelas operadoras de Internet, TV a cabo e telefonia fixa e móvel no Brasil. Serviços públicos delegados a empresas particulares concentradas em nosso País estão nas mãos de menos de meia dúzia de multinacionais. O verdadeiro engodo que configura os chamados "pacotes combo" (Internet banda larga, TV a cabo e telefonia, tudo reunido em única assinatura) - que prefiro denominar: "pacotes tombo" no consumidor - e se assim não fossem, não estariam tais empresas do ramo nos primeiros lugares dos rankings de reclamações dos órgãos de defesa do consumidor de todo o País.
Como é fácil constatar, na hora da contratação dos serviços as propostas são maravilhosas, situação que cai por terra na medida em que o consumidor começa a utilizá-los. Desde má qualidade ou até mesmo a falta da devida prestação dos almejados serviços; ligar para as operadoras para reclamações continua a ser um pesadelo, pois o atendimento nos "call centers", onde os atendentes seguem uma cartilha pré-concebida insatisfatória com respostas padrão, sem soluções eficazes; solicitar assistência técnica então para resolver problemas em sua casa traz posteriormente outro novo golpe no consumidor: a cobrança indevida de taxa de serviço não anunciada previamente pelos atendentes ou mesmo pelos contratos iniciais, gerando novo problema para os consumidores que outro caminho não tem, senão reclamar no Procon ou até no Judiciário. Reclamações junto ao órgão federal responsável, a Anatel, podem até se registrar, porém, as soluções quando e se ocorrem, tardam demais.
Mesmo depois de editado o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor pela ANATEL, pouca coisa mudou em favor do consumidor. De toda forma, a única solução continua a ser o não deixar de lado os nossos direitos, reclamando oficialmente junto ao Procon, Anatel, o Ministério Público ou até mesmo levando os casos aos Juizados Especiais Cíveis.