Onze de agosto, Dia Nacional do Advogado, data em que em 1827, o Imperador Dom Pedro I determinou a criação dos primeiros cursos de Direito em Olinda e São Paulo, reconhecendo a essencialidade da profissão no desempenho da Justiça e construção de um Estado de Direito. Nesta edificação social, marcada pelas diferentes fases político-governamentais da nação, vimos crescer o conceito de democracia e de direitos, saindo da monarquia do passado para o sistema republicano que hoje, ainda em dias de autoconhecimento, busca a necessidade de um amadurecer, ainda distante.
Estamos longe do que possa se chamar de maturidade político social, haja vista o panorama de instabilidade governamental e estatal vivenciado diariamente nos conflitos federais internos entre os Poderes Constituídos e tantos cidadãos perdidos entre o noticiário real e virtual, todavia o papel do Advogado para que a sociedade busque o amadurecimento projetando-o em suas instituições políticas e sociais é fundamental.
Advogado, amado por uns e odiado por outros, pois ao defender direitos dos que o buscam, indistintamente ao ódio ou amor da população ou da mídia, é o profissional que é capacitado sempre à garantia do acesso à Justiça fazendo valer direitos assegurados pela Constituição.
Obviamente que a conduta profissional da Advocacia pautada pela integridade e ética atinge o objetivo legal na administração da Justiça e assim atende aos anseios da democracia, levando à prática o que o povo necessita almejar. Por fim, nada resume melhor o compromisso da profissão e o anseio da sociedade, que seu próprio juramento: "Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas".