Considerando que o termo deste título tem o abrangente significado de "conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito", é válido afirmar que uma das maiores crises que vive o Brasil, se não a maior, é, justamente, a da Educação. Se olharmos para a Coreia do Sul, veremos que a mesma, outrora retrógrada e fadada ao insucesso, hoje ostenta a posição de potência mundial. Razão para isto: foco na Educação e, em cerca de três décadas, vê-se o excelente resultado, em contraposição ao que ocorre na irmã vizinha.
Como mencionei antes, sem entrar no mérito de sua ideologia, quando foi candidato à presidência, Cristóvão Buarque, considerado o "homem de uma tecla só", estava certo: Educação, Educação e Educação! Vejo que estamos em maus lençóis, primeiro porque a profusão de conceitos pós-modernos e globalistas tem arrancado cada vez mais a autoridade e a responsabilidade precípua da educação das mãos dos pais e, depois, porque, há décadas, o sócio-construtivismo aqui se estabeleceu oficialmente, transformando a escola num elemento que ensina muito menos do que deveria. Se pai e mãe, ainda que não se deem conta disto, são instados a não educar, transferindo essa missão para a escola e esta, por sua vez, não educa na medida necessária, o resultado só pode ser a confusão na mente do povo.
Assim, penso que os pais devem, com urgência, retomar as rédeas da educação de seus filhos, ensinando-lhes, desde cedo, tudo o que for possível e transmitindo a eles os valores da vida, da família, da liberdade, da propriedade, dentre outros. Por outro lado, é hora de pressionar o sistema para que a escola volte a ensinar, imediatamente: instruir, de verdade, transmitir conhecimento, de matemática, física, química, português, biologia, etc. Educação de verdade, a partir dos pais e, depois, pela escola, a partir de respeitáveis professores é a nossa melhor saída!