O pequeno Arthur morreu, na capital carioca! Uma "bala perdida", num repente, destruiu sonhos, provocou o pranto, cobriu de luto pesado a felicidade de uma família!
No dia de sua passagem, entre risos e rapapés, o presidente sem voto fez rápida aparição no Rio de Janeiro, para, iluminado pelos flashes da imprensa, noticiar a presença das forças armadas no patrulhamento da cidade!
Nojento o seu gesto, quando de clareza palmar, que usa da estratégia com o fim de ludibriar, na caça voraz por votos dos deputados locais que garantam sua permanência no poder, embora o seu odioso proceder.
Tivesse um pouco de hombridade; fosse dono de caráter, mediano ao menos; se envergonharia do jogo de cena, usaria a ocasião para fazer "mea culpa" de público. Afinal, na lista dos cretinos que têm dilapidado a nação, também ele é acusado de se locupletar de quantias pertencentes ao erário! E, nos momentos em que, "como bom político" entendia que éramos, nós o povo, ingênuos e serviçais, a ponto de permitir sem reagir os seus desmandos, olhos fechados para os efeitos, não se preocupou em ver que as somas desviadas se prestariam a fins elevados, como os referentes ao aprimoramento da Saúde e Educação e a modernização das polícias!
Nada importava a não ser angariar dinheiro para a manutenção da vida nababesca que ostenta, mantendo-se, a qualquer custo, no círculo que dita as normas a este esfacelado País!
Quantos Arthures, anônimos, quantas crianças de tenra idade, à falta de alimentação adequada, se foram prematuramente? Quantas mães tiveram que velar os já mais crescidos, mas que, para elas, não perdem o rótulo de eternos bebês, cujas vidas foram ceifadas pela violência sem fim que identifica os dias atuais? Quantos se desesperaram ao ver a chegada da doença, e, após a andança de sempre, se depararem com os nosocômios ou fechados ou carentes de vagas?
Enquanto isso, na Corte, após a estupenda aparição, o ladrões se reúnem para tramar em faustosos banquetes! Arthur? Mero detalhe!