A crise econômica tem feito muitas vítimas no Alto Tietê e também tem sido uma ótima desculpa para algumas pessoas não arregaçarem as mangas e irem ao trabalho. De forma confortável, administrações municipais têm se limitado a responder os questionamentos da Imprensa alegando que tudo é culpa da crise. Se um morador reclama de um buraco, a Prefeitura diz que interrompeu os serviços de manutenção por falta de verba e culpa a situação atual do País.
O mais intrigante é que cidades vizinhas a essas que dão essas respostas se comportam de forma diferente. Mesmo diante dos problemas, algumas Prefeituras têm mostrado uma enorme força de vontade para superar os desafios e manter a qualidade de vida das pessoas. Reuniões para discutir planejamentos e estratégias, exposições para atrair clientes e empresários para cidade e visitas aos políticos mais influentes do Estado para buscar verbas são apenas algumas atitudes de bons prefeitos que o Alto Tietê tem.
Sem dúvida, a maioria deles não tem vivido bons dias neste ano de 2017. Realmente, a crise tem sido cruel com todos eles, mas o fato de não abaixarem a cabeça e continuarem tentando é a certeza de que se daqui a um ou dois anos suas cidades se destacarem regionalmente, os méritos serão deles, por terem se dedicado neste período conturbado e não terem deixado a situação piorar.
Por outro lado, os administradores que preferem se encostar na crise e usá-la como desculpa não poderão reclamar quando municípios vizinhos se desenvolverem e os deles ficarem para trás. É, sem dúvida, uma história conhecida, como a da formiga e a cigarra: enquanto uma nunca parava de trabalhar, a outra só queria aproveitar o momento.
Quem acompanha a política regional sabe que a região está dividida entre Prefeituras que lutam diariamente para melhorar a situação e outras que desde o início do governo não demonstraram nenhuma vontade. Essa é a melhor forma de analisar o prefeito e se preparar para a próxima eleição. Nem sempre votar no "menos pior" é a melhor solução. Alguns políticos demonstram apenas uma vontade, a de usufruir do salário e dos benefícios até o final de seu mandado.
Para aqueles que estão se esforçando, todo o apoio da população é necessário. Até porque uma hora as coisas vão mudar, a economia vai melhorar, e se beneficiará disso quem trabalhou e mereceu colher os bons frutos. Já algumas cidades sofrerão e se arrependerão de ter escolhido administradores que não foram ao combate.